
Boa parte das empresas de médio porte tem o firewall da matriz bem configurado. O problema é que esse firewall protege o tráfego que passa pela rede corporativa, e uma fatia crescente do tráfego da equipe simplesmente não passa por lá.
Um colaborador em home office abrindo o sistema de gestão via rede doméstica, ou um vendedor conectado ao Wi-Fi do aeroporto para acessar e-mail corporativo: nesses casos, nenhuma das camadas de proteção instaladas na sede está no caminho da conexão. O acesso acontece, o risco existe, e a TI não enxerga nada.
Toda conexão com a internet começa com uma consulta DNS (Domain Name System), que funciona como a lista telefônica da internet: antes de acessar qualquer site ou serviço, o dispositivo pergunta "qual é o endereço desse destino?" e recebe uma resposta que direciona a conexão.
Esse processo é invisível para o usuário, rápido e constante. Por isso se tornou um vetor de ataque muito explorado. Campanhas de phishing usam domínios recém-criados que imitam sites legítimos. Malwares já instalados em dispositivos se comunicam com servidores externos via DNS para receber instruções. Tudo isso acontece antes de qualquer arquivo ser baixado ou página carregada.
Quando o colaborador está fora da rede corporativa, o firewall da matriz não intercepta nada disso. A requisição DNS sai do dispositivo diretamente para a internet, sem nenhuma camada de análise.
O Cisco Umbrella é uma solução de segurança entregue via nuvem que atua nessa camada, antes da conexão ser estabelecida. Ele funciona como um filtro de DNS inteligente: quando um dispositivo tenta acessar um domínio malicioso, o Umbrella bloqueia a requisição antes mesmo de qualquer tráfego ser trocado.
Não há hardware para instalar em cada localidade. Um agente leve é implantado nos dispositivos da empresa e passa a direcionar todas as consultas DNS para os servidores do Umbrella, que classificam e filtram em tempo real, independentemente de onde o usuário esteja conectado.
O colaborador em home office, o analista em coworking e o gestor em viagem passam a ter a mesma camada de proteção de quem está na sede. Sem depender de VPN sempre ativa para garantir isso.
Além de bloquear ameaças, o Umbrella entrega visibilidade. A equipe de TI passa a ter relatórios com os domínios bloqueados, dispositivos com comportamento suspeito e o destino das requisições DNS de toda a equipe.
Numa empresa com 80 funcionários em regime híbrido, essa visibilidade costuma revelar tentativas de acesso a domínios maliciosos que aconteciam diariamente, sem que ninguém soubesse. Não por negligência da TI, mas porque o modelo de segurança existente simplesmente não cobria esse ponto.
A inteligência por trás dessas classificações vem do Cisco Talos, uma das maiores equipes de pesquisa de ameaças do mundo. As atualizações são contínuas, sem intervenção manual da equipe de TI.
Uma dúvida comum é se o Umbrella substitui o firewall existente. A resposta é não. As duas soluções protegem em momentos distintos: o firewall inspeciona tráfego que já está dentro da rede corporativa, enquanto o Umbrella bloqueia conexões que nascem fora dela, antes de chegarem a qualquer destino. São camadas complementares.
Empresas que já operam com switches Cisco Catalyst na matriz, por exemplo, podem integrar o Umbrella para estender a mesma lógica de proteção a todos os pontos da operação, incluindo usuários remotos. E conforme a empresa cresce com mais pessoas em regime híbrido, o Umbrella escala sem hardware adicional.
Antes de definir licenciamento e escopo, vale responder algumas perguntas práticas: quantos dispositivos corporativos operam regularmente fora da rede da sede? A empresa já teve incidentes originados em acessos externos, mesmo que não formalizados? Existe alguma política de uso de internet aplicada a colaboradores remotos?
Essas respostas definem o dimensionamento correto e evitam tanto a subcontratação quanto o excesso. Uma avaliação consultiva ajuda a mapear o ambiente atual, identificar os pontos descobertos e estruturar a implementação de forma que o Umbrella se integre ao que já existe.
Se esse cenário parece familiar, fale com os especialistas da Aviti e avalie como o Cisco Umbrella se encaixa no ambiente da sua empresa.
Sim. Com o agente instalado no dispositivo, as consultas DNS passam a ser direcionadas para o Umbrella na nuvem, que filtra e bloqueia domínios maliciosos mesmo fora da rede corporativa. Assim, o usuário mantém uma camada de proteção consistente sem depender de VPN sempre ativa.
Porque toda navegação e acesso a serviços começa por uma consulta DNS, antes de qualquer site carregar ou arquivo ser baixado. Isso faz do DNS um alvo comum para phishing e para a comunicação de malwares com servidores externos, especialmente quando o tráfego não passa pelo firewall da matriz.
Não. O firewall protege e inspeciona o tráfego que já está dentro da rede corporativa. O Umbrella atua antes da conexão acontecer, bloqueando acessos a domínios maliciosos principalmente quando o usuário está fora da rede. Na prática, são camadas complementares.
A TI passa a ter relatórios sobre domínios bloqueados, destinos das requisições DNS e dispositivos com comportamento suspeito, incluindo usuários remotos. Isso ajuda a identificar tentativas de acesso malicioso que antes passavam despercebidas por não atravessarem a infraestrutura da sede.
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